segunda-feira, 22 de junho de 2009

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
(Patrono da Cadeira III da APL)

Poeta e jornalista brasileiro, nascido em 31 de outubro de 1902, em Itabira do Mato Dentro, no estado de Minas Gerais. Publica seus primeiros trabalhos na seção "Sociais", do jornal Diário de Minas.
Em 1922 ganha 50 mil réis de prêmio pelo conto Joaquim do Telhado no concurso Novela Mineira. Em 1923 entra para a Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte, concluindo o curso de Farmácia em 1925. Não exerceu a profissão por querer, segundo suas palavras "-preservar a saúde dos outros". Também em 1925 casa-se com Dolores Dutra de Moraes e, juntamente com Martins de Almeida e Emílio Moura, funda A Revista, que passou a representar as novas idéias do grupo modernista.
Em 22 de março de 1927 nasce seu filho, Carlos Flávio, que vive apenas meia-hora. A 04 de março de 1928 nasce sua filha, Maria Julieta, que se tornará sua grande companheira ao longo da vida. Ainda em 1928 publica No meio do Caminho, que se torna um dos maiores escândalos literários do Brasil. Publica seu primeiro livro, Alguma Poesia, em 1930, com tiragem de 500 exemplares paga pelo autor, sob o selo imaginário "Edições Pindorama", criado por Eduardo Frieiro.
Em 1934 publica Brejo das Almas, em edição de 200 exemplares pela cooperativa Os Amigos do Livro. Ainda nesse ano muda-se com D. Dolores e Maria Julieta para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro de Educação e Saúde Pública. Sai do cargo em 1945 e, a convite de Luís Carlos Prestes, torna-se editor do diário comunista Imprensa Popular, junto com Pedro Mota Lima, Álvaro Moreyra, Aydano do Couto Ferraz e Dalcídio Jurandir. Alguns meses depois se afasta do jornal por discordar de sua orientação.
Escreve seu último poema em 31 de janeiro de 1987 - Elegia a um Tucano Morto - que passa a integrar Farewell, último livro organizado pelo poeta. Falece a 17 de agosto de 1987 devido a problemas cardíacos.
Carlos Drummond de Andrade pertence à segunda fase do Modernismo Brasileiro. Suas principais obras são: Alguma Poesia, Brejo das Almas, Sentimento do Mundo, Confissões de Minas, A Rosa do Povo, Claro Enigma, Viola de Bolso, Fazendeiro do Ar, Lição de Coisas, Versiprosa, Reunião, As Impurezas do Branco, Menino Antigo, O Marginal Clorindo Gato, Corpo (poesia), Contos de Aprendiz (prosa), O Gerente, Farewell, etc.

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