sábado, 19 de abril de 2014

WOLNEY MILHOMEM
(Patrono da Cadeira 22)

Wolney Milhomem nasceu na cidade de Barra do Corda, no centro geodésico do Maranhão, em 10 de outubro de 1927. Poeta, escritor, jornalista, revelou-se desde cedo um intelectual de mérito.
Como jornalista tinha cuidado especial e exemplar com a matéria que tratava, como poeta, sabia, como poucos, transcender o belo e buscar a pureza da forma estética e do conteúdo imaginado; omo prosador sabia, com destreza inconfundível, compassar as figuras de estilo e de linguagem e fazê-las bailarinas num grande texto. No exercício do jornalismo e propriamente da literatura, a sua obra revela a natureza do verdadeiro artista dotado do poder de talhar magicamente as ideias. Humanista, o fundo e a forma das palavras que compõem indicam o estilista espontâneo. Analista de imprensa, sempre se apaixonou pelas temáticas sérias, interpretando com lúcido equilíbrio a fenomenologia nacional e internacional dos muitos acontecimentos que conturbaram o mundo nas centúrias derradeiras.
Seu livro “O estróina das horas” (já em 2ª edição em português e traduzido para o italiano na coleção de literatura brasileira contemporânea da editora ítalo-latino-americana Palma, de Palermo) é um documento de enfoque da perturbada sociedade humana. Seu ensaio “O humanista Victor Meireles” (Ed. Flama, Porto Alegre) recoloca numa prosa clara e elegante esse clássico pintor pátrio em seu devido plano. Por fim, “A morte da tempestade” desdobra a linha da alta poesia com uma inspiração profundamente humana, exprimindo angústias, diríamos quase apocalípticas, timbradas por uma fé desesperada. A humanidade é o alvo de suas decepções abismais, não acreditando na paz estabelecida senão como uma trégua entre as guerras.
Foi membro da União Brasileira de Escritores, da Associação Brasileira de Imprensa, da Associação Paulista de Imprensa, do Sindicato de Escritores do Distrito Federal, e, em 1974, foi eleito “Accademico Del Medirerraneo” pela Academia Italiana de Letras, Artes e Ciências, em Roma-Itália.

(Fonte: Academia Barra-Cordense de Letras)

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